“Por que sim” e “Por que não” não são respostas para seu filho

Para as mães e pais que já estão acostumados com as pergunta de “o que é isso?” tenho uma novidade para vocês, preparem-se, pois uma nova etapa está por vir e é a “Por quê?”
Por volta dos 3 a 4 anos de idade que os porquês dos mais variados tipos surgem, as crianças querem saber desde assuntos complexos como por que alguém morre, como nascem os bebes, até assuntos mais corriqueiros como porque eles precisam dormir cedo ou por que não podem continuar a brincar com o amigo até mais tarde. Tem horas que a gente cansa de responder tanta pergunta, é fato, só que para os pequenos entende-las é fundamental para seu desenvolvimento, e estas perguntas demonstra que eles estão interessados em aprender coisas novas e mais complexas, o que é ótimo!
Claro que como pais, podemos confessar que nem sempre temos as respostas na ponta da língua ainda mais em certos assuntos. Por isso devemos ficar atentos ao que falar, pois como já disse as crianças perguntam pois querem desenvolver mais seu aprendizado, a principal dica é nunca, mais nunca mesmo responda “por que sim” ou “por que não”, pois com essas respostas seu filho pode entender que está sendo chato. Se seu filho for tímido, por exemplo, isso pode fazer com que ele crie um tipo de “bloqueio” e pode começar a diminuir ou parar com essas perguntas, o que não é nada legal. Ou então, ele pode passar essas perguntas para outro adulto, o que não é legal, pois nem sempre estamos pertos para saber o que responderam.
Sendo assim para não criar nenhuma situação constrangedora, o ideal é responder a pergunta da criança de imediato ou, quando isso não for possível seja pelo lugar onde estão, ou por que você precisa pesquisar melhor o tema, explique para a criança que você irá responder mais tarde, pois agora não é possível. (sempre dizer o porquê não é possível naquele momento)
Quanto as respostas é claro que não existe um padrão sobre o certo e errado. Ainda mais sobre morte ou religião, perguntas assim devem ser respondidas de acordo com a crença de cada família.
Agora, também têm aqueles “porquês” desafiadores, que questionam uma ordem e que são bem comuns em qualquer casa. Estou falando dos famosos “mas por que tenho que dormir se não estou com sono?”, “mas por que tenho que fazer a tarefa se quero brincar?”. Nestes casos, podemos usar em muitos momentos o mesmo argumento, o que facilita as coisas. Basta explicar que há coisas que precisam ser feitas e que nem sempre podemos fazer só o que queremos. Essa resposta é melhor do que o famoso “por que eu mandei e pronto!”.

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